O salto no escuro: a busca por um propósito maior
Você já se perguntou o que faria se tivesse a chance de recomeçar sua vida profissional? Eu me chamo [Nome do narrador, se ele disser no vídeo, senão, "Eu"], e essa foi a pergunta que martelou na minha cabeça por muito tempo. Trabalhava como especialista em tecnologia em um laboratório maker, ganhava um salário de R$6.000 na CLT e tinha à disposição tudo o que um entusiasta de inovação poderia querer: equipamentos de ponta para criar e desenvolver projetos de robótica e inteligência artificial. Eu dava aulas, criava sistemas e automações, otimizava processos, mas, ainda assim, não estava feliz.
Apesar de entregar o meu máximo em tudo que fazia, sentia que não era recompensado como deveria. Vi colegas com menos dedicação ganharem mais, e essa falta de reconhecimento me consumia. Eu só queria sair daquele ambiente, buscar algo onde meu esforço fosse verdadeiramente valorizado.
A vida antes da mudança: uma rotina de especialista e a semente do empreendedorismo
Minha rotina no laboratório maker era intensa. Eu era formado em tecnologia e atuava como especialista, imerso em um universo de criação e aprendizado. Contudo, a insatisfação com a falta de reconhecimento e a sensação de que meu potencial não era totalmente explorado cresciam. Comecei a me planejar para a mudança em 2025.
Eu já tinha um "canal Dark" no YouTube que gerava uma renda extra mensal, o que me deu alguma segurança. Inclusive, tenho até uma plaquinha do YouTube aqui! Essa pequena fonte de renda foi crucial para me dar coragem de pensar em outras possibilidades.
A decisão de empreender (e os primeiros perrengues)
Decidi que 2025 seria o ano da virada. Meu objetivo era sair da CLT e focar em mim, nos meus projetos. A primeira medida foi reduzir meu custo de vida. Felizmente, já tinha meu apartamento quitado, o que aliviou bastante, já que as dívidas que fiz lá atrás para isso já estavam pagas.
No meio de 2025, comecei a pensar em como gerar mais renda. Comprei uma bicicleta elétrica de uma amiga, sem revelar o meu plano. A ideia era fazer entregas após o expediente para juntar dinheiro. E assim comecei, trabalhando à noite quando não estava muito cansado do trabalho CLT. Conseguia fazer cerca de R$100 por noite, e a grana extra ia se acumulando.
O carro do meu pai e a dívida inesperada
Aí a vida decidiu me pregar uma peça. Meu pai resolveu comprar um carro e me pediu ajuda. Ele tinha R$5.000, mas o carro (um Gol 2010) custava R$13.000. Não tive como dizer não, e acabei assumindo a parte restante. Mal sabia eu que o Gol me traria uma série de dores de cabeça: problemas no motor (R$5.000 de conserto), mais R$1.000 para outros reparos, e a porta que batia. Além disso, não tinha vaga no meu prédio, então tive que pagar R$350 por mês para estacionar a 500 metros de casa.
A situação ficou insustentável. Eu estava me apertando demais por um carro que eu nem queria e que só me dava prejuízo. Decidi vender o Gol por R$14.000, um valor bem abaixo do que gastamos, mas precisava me livrar daquele peso.
O dilema da moto elétrica e os projetos pessoais
Com o dinheiro da venda do carro, investi em uma moto elétrica alugada da Vamo, que me proporcionava mais autonomia e não me gerava custos com gasolina. Na semana, eu conseguia faturar entre R$1.300 e R$1.400. A moto elétrica também não era fiscalizada pelos policiais, o que era uma vantagem.
No entanto, trabalhar o dia inteiro na moto para pagar as despesas (incluindo a parcela do meu apartamento e contas de consumo) me deixava exausto. Eu tinha que ficar em cima da moto o dia inteiro, e isso me impedia de focar nos meus projetos de programação, que eram minha verdadeira paixão. Tive que parar até de ir para a academia!
Essa rotina se estendeu por cerca de seis meses, que eu chamo de "meses de terror". Chegava em casa por volta da meia-noite, um negócio solitário. Não tinha mais os amigos do antigo trabalho, pois, como muitos sabem, ao sair de um emprego, muitos colegas simplesmente desaparecem. Eu me sentia um "excluído", mas tinha a meta de não falhar, pois minha mãe dependia de mim.
A virada: focando no que realmente importa
Finalmente, tomei uma nova decisão. Vendi a moto elétrica (praticamente pelo preço que comprei) e usei o dinheiro restante para comprar uma máquina a laser, que, por sinal, é top! Como eu já sabia fazer projetos de corte a laser, essa máquina me abriu uma nova fonte de renda com baixo custo.
Hoje, minha rotina está mais equilibrada. Trabalho muito menos com a moto, apenas no horário de almoço para pegar as entregas e garantir uma renda extra, mas meu foco principal agora são meus projetos de programação e a máquina a laser.
Novos negócios e parcerias
Minha visão de negócios se ampliou. Estou investindo na feijoada da minha tia, um projeto em parceria onde ela prepara a comida e eu faço as entregas às quartas e sábados. Percebi que, se pessoas comuns conseguem abrir negócios de comida em aplicativos e ter sucesso, eu também posso diversificar minhas fontes de renda.
Além disso, estou pegando mais projetos de programação, que é a minha principal habilidade. Adoro ver problemas e solucioná-los através da tecnologia. Essa é uma área que me permite ter um custo baixo e um bom retorno.
O aprendizado e o caminho para o futuro
Minha trajetória para sair da CLT não foi nada fácil. Enfrentei muitos perrengues e momentos difíceis, mas hoje vejo que cada passo valeu a pena. Consegui reduzir meu custo de vida, paguei dívidas, investi em ferramentas para meus projetos e diversifiquei minhas fontes de renda.
Aprendi a não me emocionar na hora de trabalhar, a ser bom o suficiente para não falhar e a sempre buscar soluções para os problemas que surgem. Hoje, estou ampliando meus negócios, ganhando mais no YouTube, e desenvolvendo projetos próprios e em parceria. A vida de empreendedor é desafiadora, mas a liberdade e a possibilidade de construir algo meu são recompensas que valem cada esforço.